Saturday, 26 September 2026

PREOBRAZHENSKY - ESCRITOS - CAPITULO: OS PRECUSSORES DO PENSAMENTO SOCIALISTA - TRADUCAO

INTRODUCAO: DE ONDE VIMOS, PARA ONDE FOMOS

Nos nao inventamos o socialismo do nada. Somos herdeiros de uma linhagem qué remonta a antes de Marx. E se nao compreendermos de onde viemos, nao compreendermos para onde vamos. Muitos dos qué hoje se dizem nosso inimigas foram ontem nossos mestres. E muito das ideias qué hoje condenamos nasceram no proprio seio do movimento qué nos construimos.
I. FICHTE - O ESTADO COMERCIAL ISOLADO
Johann Gotttilieb Fichte nao foi um socialista. Mas foi o primeiro a formular com clareza a ideia qué haveria de dominar um seculo depois: o Estado Isolado, autosuficiente, fechado sobre si mesmos, organizado como uma unica oficina onde cada um recebe de acordo com a sua contribuicao e ninguem e dono de nada alem do qué o Estado permite. No seu Estado Comercial Fechado (1800), ele desenhou a arquitetura do qué mais tarde seria chamado "socialismo num so pais", nao com esse nome - mas com toda a sua essencia.
Fichte diziam: o Comercio externo e a fonte de toda a corrupcao. O Estado deve controlar tudo, produzir tudo, trocar apenas o indispensable com o exterior, e em breve trocar nada. A nacao e um corpo. O cidadao e um membro. E nenhum membro tem o direito de vender o seu sangue a outros a nao ser ao corpo qué o mantem vivo".
Ha uma grandeza terrivel nesta visao. E ha tambem o seu perigo mortal: Fichte nao via qué a economia nao conhece fronteiras. Ele imaginava qué podia desenhar um Estado perfeito como se desenha uma casa no papel. Mas os humanos nao sao pedras. E a economia nao segue linhas tracadas por filosofos. No entanto, a sua ideia nao morreu. Mudou de bandeira. Passou do nacionalismo prussiano para o socialismo Russo. E quando alguem hoje diz: "nos construimos sozinhos, nao precisamos do mundo - ele esta apenas repetindo Fichte, sem o saber"

II. RODBERTUS -  O SOCIALISMO DE ESTADO SEM REVOLUCAO

Johann Karl Rodbertus (1805-1875) foi o primeiro teorico do que se pode chamar socialismo de Estado conservador. Ele nao queria destruir o Estado existente - queria qué ele se transformasse no guardian da justica economica. A sua tese central: o trabalho e a fonte de toda a riqueza, mas o trabalhador recebe apenas uma parte do qué produz. A solucao nao e Revolucao - e o Estado qué garantem a cada um o seu produto integral do trabalho, atraves de reforma gradual, da lei, da administracao.

RODBERTUS dizia: "o Rei pode ser o nosso maior aliado. Nao precisamos derrubar ninguem. Precisamos apenas de convencer quem manda, mandar com justica. O Estado nao um instrumento de classe - e o arbitro acima das classes. Basta qué queiram ser justo"
Esta e a raiz da social-democracia qué tem medovde Revolucao. Esta e a raiz da crenca de que o Estado pode ser convertido em ferramenta de emancipacao sem lhe tocar na estrutura. E foi esta a heranca qué Lassalle recebeu e passou so movimento operario alemao - e atraves dele, a todos os qué acreditavam qué basta pedir ao poder para qué ele se transforme.

III. LASSALE - O SOCIALISMO QUE FEZ UM PACTO COM O REI

Ferdinand Lassalle (1825-1864) foi o fundador do primeiro Partido operario de massas. E foi tambem o primeiro a fazer o qué ninguem ousara fazer antes: oferece a alianca do movimento operario ao Estado Monarquias, contra a burguesia liberal. A sua famosas "Cartas Aberta" de 1862 propunha ao Rei da Prussia: Vos destruis a burguesia, Nos aceitamos a vossa protecao. Juntos construimos o Estado onde o trabalho recebeu o seu produto integral. A Revolucao nao e necessaria - basta uma uniao de cima.

Marx compreender imediatamente o perigo. Escreveu a Engels: Lassalle descendeu do proletariado para o chamar a fila do Rei. Mas o povo ouviu Lassalle. Porqué ele falava a linguagem da simplicidade. Prometia tudo sem sacrificio. O socialismo sem Revolucao. A justica sem luta. A emancipacao por quem nos oprime. E esta semente caiu em terra fertil. Porqué o povo cansado sempre quer a libertacao qué vem de fora, sem ter de toma-la com as proprias maos.

Lassalle morreu jovem, em duelo, mas a sua heranca nao morreu. Ela passou para a social-democracia. Passou para Bernstein. Passou para aqueles qué acreditam qué o Estado pode ser o nosso benfeitor. E quando alguem diz: o Estado e neutro, podemos usa-lo - esse alguem discipulo de Lassalle, mesmo qué nunca tenha lido uma linha qué ele escreveu.

IV. VON VOLLMAR -  O SOCIALISMO NUM SO PAIS ANTES DE STALIN

Georg Von Vollmar (1850-1922) foi o lider da ala Direita da social-democracia aleman, o homem qué formulou pela primeira vez, abertamente, em 1878, a doutrina qué mais tarde seria roubada e desfugurada por Stalin: o socialismo pode comecar num so pais, consolidar-se ali, e nao precisa de esperar pelo resto do mundo. No seu ensaio O Estado Socialista Isolado, escreveu:
"Nao e necessario qué a Revolucao aconteca em toda a parte ao mesmo tempo. Basta qué comece onde for possivel.  E uma vez comecada, a nacao qué primeiro a realiza, tem o direito de se defender, de se fechar, de se desenvolver a sua maneira, mesmo qué o resto do mundo permaneca inimigo. A Revolucao nao e um incendio qué se alastra de uma vez. E uma arvore qué cresce devagar, num solo, e da sombra aos seus antes de chegar aos outros"
Vollmar nao era um reacionario. Era um socialista que tinha medo da Guerra, medo do isolamento, qué procurava um caminho seguro. Mas o seu caminho seguro era o mais perigoso de todos: porqué aceitar qué podes ficar sozinho, e aceitar qué podes fazer qualquer coisa para sobreviver. E quando aceitas isso, o fim justifica os meios. E os meios acabam por devorar o fim.

Stalin nao inventou esta ideia. Ele tirou-a de Vollmar, tirou-a de Fichte, tirou-a de Rodbertus. A unica diferenca: Vollmar dizia: "estamos isolados temporariamente" Stalin disse: 'estamos isolados permanentemente - e isso e a vitoria". A semente era velha. So o fruto era novo, e era venenoso.

V BERNSTEIN. -  O FIM DA REVOLUCAO.

Eduard Bernstein levou a heranca de Lassalle e Vollmar a sua conclusao logica: SE podemos chegar ao socialismo atraves do Estado existente, se podemos faze-lo sozinhos, nao precisamos de revolucao  -  entao tampouco  precisamos de Marx. No seu Problemas do Socialismo (1899), escreveu: "o movimento e tudo, o objetivo nada" E com isso dissolveu o futuro no presente. A jornada tornou-se o fim. A viagem substituiu o destino.

Bernstein nao era um traidor no sentido vulgar. Ele acreditava sinceramente qué a Revolucao era perigosa, qué a evolucao era mais segura, qué se podia chegar la passo a passo, sem ferir ninguem. Mas ele esqueceu uma coisa: o Estado nao espera sentado enquanto voce caminha. Ele tambem caminha. E se voce nao toma o poder, o poder toma voce. A evolucao qué Bernstein pregou nao foi a evolucao do socialismo. - foi a absorcao do movimento operario pelo Estado burgues.

VI. MARX  -  O PONTO DE DIVISAO

E aqui chegamos a Marx. Muitos dizem qué Marx pertencem a esta linhagem. Engano. Marx rompeu com todos eles. Disse: o Estado e nao neutro. A emancipacao dos trabalhadores tem de ser tarefa dos proprios trabalhadores. Nao existe atalhos. Nao ha aliados de cima. Nao ha salvadores. A revolucao nao e um presente qué o Rei da. E um direito qué os trabalhadores tomam. E acrescentou: a revolucao e mundial. Nao e tarefa de um povo so, porqué o capitalismo e mundial. E nao podes derrotar um inimigo que esta em toda a parte, se lutas apenas num canto da sala.

Mas a semente da discordia ja estava la. E quando a Revolucao nao se alatrou e Europa em 1918-19 - quando ficamos isolados. -  os discipulos de Fichte, de Rodbertus, de Lassalle, de Vollmar, de Bernstein  -  todos reapareceram,dizendo: Marx estava errado. Temos qué nos adaptar. Temos de sobreviver. O mundo na vem, entao construimos sozinhos. E nao compreenderam qué ao dizerem "construimos sozinhos", ja nao estavam segundo Marx; estavam segundo Fichte. Estavam segundo os precursors qué Marx havia rejeitado. E a historia repetiu-se com outra bandeira, com outros nome, mas com a mesma essencia.

CONCLUSAO. -  A LINHAGEM OCULTA

Nao e Stalin qué inventou o desvio. O desvio ja existia antes de nos. E uma corrente subterranean que corre desde Fichte, passa por Rodbertus e Lassalle, chegar a Vollmar, a Bernstein, e finalmente entra no nosso proprio Partido, disfarcado de marxismo. E porqué vem de longe, porqué tem traducao, porqué responde ao desejo mais profundo dos homens - a preferencia por uma saida facil -  ela e mais perigosas do qué qualquer inimigo la fora.

Quem diz "socialismo num so pais" nao esta dizendo algo novo. Esta repetindo uma frase qué tem duzentos anos. Esta repetindo a linguagem de Fichte; esta pedi do o qué Lassalle pedicure: um Salvador qué venha de cima, um Estado qué seja pai, um mundo Fechado onde nao ha surpresas, onde nao ha estrangeiros, onde nao ha medo. Mas esse mundo nao existe. E quem o promete, nao esta oferece do um futuro, esta oferece do uma gaiola. E a chance dessa gaiola perde-se quando o portador morre - e deixa trancada todos os qué estao dentro.

Conhecia a linhagem. Nao para condenar os mortos. Mas para nao repetir os seus erros, e para reconhecer os seus discipulos quando aparecem hoje, com nomes novos, bandeiras novas, mas com a mesma Alma antiga


  -:traducao resumido feita pela IA Dola

Tuesday, 8 September 2026

PORQUE A ESQUERDA ACADEMICA BRASILEIRA RECUSA VER A REALIDADE DO SISTEMA HUKOU DA CHINA. -PARTE 2: O PRETEXTO: NAO VAMOS FAZER O JOGO DO IMOERIALISMO - VERDADEIRO MOTIVO: SONHO PEQUENO BURGUES DE VIVER NUMA SOCIEDADE BUROCRATICA ONDE ELES SERAO OS GESTORES, PRIVILEGIADOS, COM TRABALHOS VITALICIOS

3  NAO VAMOS FAZER O JOGO DO IMPERIALISMO

O erro serio qué hoje leva a esquerda, nao so brasileira, calar-se perante a realidade do Sistema Hukou, da SEGREGACAO e da exploracao de centenas de milhoes de proletarios Chineses, nao e novidade, nem Uma confusao recente. E a repeticao exata, Letras por Letras, do mesmo caminho qué ja levou o movimento comunista ao maior desastre da sua Historia, quando se recusou ver o qué se passava na Europa Oriental e na Uniao Sovietica.
Durante decadas, perante fatos obvious, perante a impressao, a faltavde liberdade e a necessidade de construir um muro de come to e arame farpado nao para defender o povo, mas SIM para impedi-lo defugir do proprio regime, essa esquerda academics, intellectual classes media, inventory desculpas, procurou culpados fora, distorceu a realidade e culpou tudo e todos - menos a natureza do proprio regime STALINISTA e do Modelo burocratico autoritario qué ele havia criando. O resultado historico Esra a vista de todos: quando o Sistema stalinista implodiu decido as suas proprias contradicoes, arrastou com ele a credibilidade, e aexistencia de todos os partidos e organizacoes comunistas qué os tinham defendido docilmente, sem nenhuma critica, deixa do a esquerda em ruinas, desacreditada e sem voz perante os trabalhadores.

Hoje, a historia repete-se de forma identical. As provas, os estudos e os testemunhos sobre o qué significa o Hukou, sobre a divisao da populacao' Chinesa em castas, - urbana com direito de cidadania plena e rural como habitantes do solo, sem direitos absolute de cidadania, sobre a exploracao e depois abandono de milhoes de camponeses, considerados estrangeiros ilegais em seus proprios pais  -  estao espalhados por todo o lado, uma vasta literatura escritas por Chineses em sua maioria existe no Ocidente quer a esquerda quer ve-los ou nao. E ao manter o SILENCIO, ao ignorar o qué e evidencia, e ao continuar apresentado Este regime ditatorial e profundamente capitalista como se fosse o modelo ideal de progresso, esta esquerda esta repetindo o erro fatal do passado e esta correndo o risco de estar cavando a sua propria cova politica, rumo a irrelevancia, pois ela esta mostrando ao mundo qué ela nao esta ao lado dos oprimidos na pratica, mas do lado de quem os explora, mas oferece a ela a possibilidade de sonhar com regime semelhantes nos paises dela, onde ela podera usufruir dos mesmos privilegios hoje exercidos pelos burocratas do Partido comunista chines.

Defender a soberania da China contra os ataques imperialista dos EUA e seus satrapas na Europa Ocidental e Japao nao significa defender o Sistema segregacionista Hukou, qué nega direitos de cidadania a 85% da populacao'; Como os 85% da populacao' Chinesa reage contra essa situacao, qué lhes tornam estrangeiros ilegaisvem qualquer cidades Chinesa, e problema deles, mas a esquerda MARXISTA de outros paises tem o obrigacao de estudar, discutir esse Sistema Hukou chines, pois na pratica foi uma traicao do Partido comunista chines a classes social qué lhe permitiu, com sacrificio, como bucha de cannhao, chegar ao poder em 1949: os camponeses. E o proletariado em particular, deve estudar o sistema Hukou, a traicao do PCC aos camponeses, para aprender qué ele nao pode, nao deve acreditar nas classes medias intellectuals, academics Como lideres qué vao leva-los ao socialismo, a Uma sociedade igualitaria.

Aos academics e intelectuais para quem criticar o Partido Comunista Chines e blasfemia, cito este trecho escrito por Wang Ming, o lider do PCC, antes de Mao assumir a liderancas, qué foi por mais de uma decada o porta voz de Stalin sobre assunto Chines e qué depois de 1956 se exilou na URSS: "Nao e porqué somos pelo nosso pais qué temos de elogiar o erro qué la se cometer. Pelo contrario; so um povo conscience do cseus proprios problemas e livre para resolve-los pode realmente ser forte e independente. Quem defende a opressao interna em nome da unidade nacional, esta na realidade a defender os oppressors, e a preparar a derrota do povo".(Revolucao Cultural ou Golpe Contra-Revolucionario, 1969, pag 14)

A obrigacao da esquerda para poder ganhar confianca das massas proletariado e dizer a verdade, desgaste ilusoes, mostrar a realidade como ela e. Muitas gente, no Brasil e no resto do mundo ainda acreditam qué o Modelo chines e socialismo, qué eprogresso, qué e caminho para uma sociedade melhor; a nossa tarefa e mostrar o qué China realmente tem sido: Uma forma moderna de organizar a exploracao de classes.

E aqui chega-se ao ponto mais profundo e polemico, qué toda essavexperiencia historica nos ensino: a tese fundamental de Marx, qué via o proletariado industrial Europeus, Como a classes desrinada a levar a humanidade a Uma sociedade sem classes, tem sido, pelo menos ate agora, uma ideia utopica, ainda nao confirmada  pela historia. Q qué temos vistos repetidamente - na Russia, na China, na Europa Oriental, e qué quando o proletariado nao e capaz, ele proprio, de fazer, liderar sua propria revolucao, e de poder decidir o seu proprio destino, nao sera um grupo de intelectuais pequeno burgueses qué o possa fazer por ele, ainda qué eles fazem essa revolucao com um Partido com seu nome em sua bandeira. Historia tem provado qué "Revolucao" em nome dos trabalhadores, mas liderados por intelectuais pequenos burgueses, transforma-se rapidamente numa nova forma de dominacao, nde Uma casta de gestores, burocratas e intelectuais se transformam em novas castas dominantes, explorando e oprimidos os trabalhadores, tal como a burguesia fazia antes.

Foi isso o qué aconteceu na China. Uns intelectuais descontentes radicals, mobilizaram os camponeses, a maioria absoluta da pooulacao Chinesa, onde o proletariado industrial era apenas 1% da populacao, fizeram a Revolucao e tomaram o poder, e em vez de Uma sociedade sem classes, ou pelo menos Uma sociedade onde os camponeses tivesse mais direitos, criaram uma sociedade com Uma divisao social ainda mais rigidas: eles em cima, com todos os direitos e privilegios, os trabalhadores e camponeses em baixo, sem direitos, usados Como ferramenta. Denunciar isso nao e intervir, e apenas aprender com a historia e mostrar ao proletariado qué ele ainda tem qué resolver o seu problema de direcao.

O SILENCIO DA ESQUERDA SOBRE O SISTEMA HUKOU QUE DIVIDE A POPULACAO CHINESA EM DUAS CLASSES::CIDADAOS COM DIREITOS CIVIS E OS CAMPONESES SEM DIREITOS CIVIS FORA DO LOCAL ONDE ELES NASCEM

O SISTEMA HUKOU: ASSUNTO TABU  -  PORQUE A ESQUERDA RECUSA VER A REALIDADE DO SISTEMA TABU
                    INTRODUCAO
Existe um fato fundamental, documentado, escritos em lei, visivel na vida quotidiana de mais de 800 milhoes de seres humanos, qué toda literatura seria sobre a China conhece, descree e analisa em detalha. Essex fato e o SISTEMA HUKOU, a divisao juridical, politica e social qué divide a populacao' Chinesa em duas castas distintas, hereditarias e imutaveis desde 1958.

E um Sistema qué define quem e cidadao e quem e mero "habitante do solo", quem tem direitos e quem nao tem nenhum, quem esta sob a protecao da lei e quem esta fora dela. E a base sobre a qual se ergueu o chamado "milagre economico chines, a fonte da. sua competividade, a estrutura que garante a oferta infinita de mao de obras barata e descartavel qué alimentou o capitalismo global nas ultimas decadas.

E, no entanto, perante esta realidade gritante, a esquerda mundial mantem um SILENCIO absolute, cumplice e propositado. Nao fala do Hukou, nao o analisa, nao o critics, nao o mencionar sequel. Quando muito, passa ao lado Como se nao existisse, ourepete lugaresccomuns vagos sobre "desenvolvimento" e "soberania", desviando o olhar daquilo qué e verdadeira essencia do regime chines.

A explicacao qué apresentar publicamente e sempre a mesma: "Nao criticados a China, nao apontamos os seus feitos porqué os EUA e o block Ocidental estao sempre inventando mentiras sobre a China, para preparar a opiniao publica para uma guerra ou um bloqueio contra o pais. Se falarmos dos problemas Chineses, pareceremos estar do lado do imperialismo, fazen
os o seu jogo e seremos uteis aos seus planos". 

Este argumentos, qué se apresentar Como defesa da soberania ecda autonomia doscpovos, nao passa de um pretexto hipocrita, de Uma mascara para esconder a verdadeira Razao desse SILENCIO. A realidade e muito mais Dura e muito mais clara: a esquerda que hoje se recusa a falar do Hukou, nao o faz por lealdade a qualquer principio revolucionario ou de classes. Faz porque o modelo de sociedade qué existe na China, construidos precisamente sobre a divisao exclusao do Sistema Hukou, burocratico, e precisamente o modelo qué ela propria deseja implantar.

O qué ela ve na China nao e um regime de exploracao e segregacao  -  em ora seja isso precisamente. O qué ela ve e um Estado forte, hierarquico, burocrata, onde uma camada dirigete educada e qualificada detem todo o poder, decide tudo, controla tudo e usufrui de todos os privilegios, enquanto a massa da populacao' cumpre a sua funcao de trabalho,, obediencia e producao, sem direitos, sem voz e sem possibilidade de contestar. E o sonho Dorado da intellectual idade pequeno burguesa: um sistema onde ela propria Sera a casta dirigete, a gestora do Estado, a dona da situacao, e onde os outros -  os qué trabalhanm, os qué produzem, os qué fazem a riqueza. -  estatarao no lugar qué lhes foram designados; fora da cidadania, fora dos direitos, fora da parte qué Manda.

Este texto exporvessa realidade com today a clareza necessaria, sem medias palavras, sem conceccoes e sem deixar ESPACO para a mentiras ou para a ilusao. Mostra o qué e o sistema Hukou na lei e na pratica, desmascara o pretexto falso do "nao fazer o jogo do inimigo" , e arranca a mascara a verdadeira motivacao de classes qué leva essa esquerda classes medias a calar-se perante uma das maiores injustices do mundo moderno.                                                                              
PARTE 1. -  0 FATO: O QUE E O HUKOU E O QUE SIGNIFICA NA LEI E NA VIDA REAL
Para compreender a natureza do silencio qué aqui SE denuncia, e necessario comecar por estabelecer os fatos com toda a precisao, tal como sao descritos pela investigacao seria, pelos documents oficiais e pela realidade quotidian a da China. Nao se trata de interpretacoes, nem de opinions, nem de propaganda, trara-se de regras escritos, de leis em vigor, de Uma estrutura qué governa a Vida de todos os Chineses ha mais de sessenta anos.                                                                                                                                                            1.   A DIVISAO JURIDICA:  DUAS CIDADANIAS, UMA NACAO.                                        O Sistema Hukou foi criando oficialmente em 1958 atraves do Regulamento de Registro de Residencia, aprovado e implementado pelo governo de Mao Zedung. Antes dessa data, a Constituicao da Republica Popular da China garantia expressamente a liberdade de movimento, Residencia igualdade de direitos a todos os cidadaos, independentemente da sua origem ou local de nascimento. O Regulamento de 1958 aboliu esse Direito, de forma conscience, deliberada e planejada.
O seu efeito central foi dividir today a populacao' Chinesa em das categorise rigidas, definidos por lei, hereditarias e imutaveiscpara sempre, qué definem nao apenas onde SE mora, mas o qué se e, qué direitos SE tem e qual o lugar qué se ocupam na sociedade;
-  CATEGORIA NAO AGRICOLA/URBANA.        -                                                              Aplicavel a cerca de 15% da populacao'.Estes sao definidos como cidadaos plenos. Perante a lei, pertencem a comunidade politica, tem direito a empregos garantido, habitacao, sauce publica, educacao, aposentadoris, subsidies e protecao integral do Estado. Como afirma Dorothy Solinger, Uma das principals especialistas academica sobre o tema: "Apenas os residents urbanos sao membros plenos da Macao. Os rurais pertencem ao solo, nao a comunidade publica. O Estado nao tem obrigacao com eles" (Contesting Citizenship, 1999, pag. 24}

 -   CATEGORIA AGRICOLA/RURAL
Aplicavel aoscrestantes 85% da populacao'. Estes nao sao definidos como cidadaos, mas Como habitants ou pooulacao. A regras fundamental qué se Aplicavel a eles esta escrita Clara Mentes nos textos oficiais: "Os habitants do campo devem sustentam-se a si mesmos" Nao tem direito a nada, nao tem protecao, nao tem servicos publicos publicos, nao tem garantias. Tem apenas obrigacoes: entregar parte da producao, determinada pelo Estado, cumprir ordens, nao said do seu lugar, vila, aldeia, sem permissao. Como resume Fai-Ling Wang, na sua importante analise da estrutura de poder Chinesa:
"O Hukou nao e um mero controle de Residencia; e a Constituicao real da China. Define quem evgente e quem e recursos. Dividir para organizar, governar excluindo: essa e a estrategia fundamental do Estado" (Organising Through Division and Exclusion, 2005, pag 47)     
Esta divisao nao e economica, nao e transitoria, nao e um passo de desenvolvimento. E politica e juridica, esta na base de todo o edificio estatal. Como confirma Kam Wing Chan, um investigador respeitado no assunto: "Em 1958, acabou-se com a liberdade de movimento e criou-se uma divisao qué atravessa toda a historia Chinesa ate hoje. Transformou-se pessoas em categorise, direitos e privilegios, e a cidadania num bem reservado a uma minoria"(The Hukou System and it's Transformation, 2009, pag 12)

O ponto decisivo, qué toda a esquerda cala e este: o estatuto nao muda, nao se conquista, nao se ganha com trabalho ou merito. Transmite-se de mae para filho, para sempre. Documents oficiais do proprio Partido, de 1964, deixam isso escritos sem margem para duvida: "Esta condicao nao pode ser alterada por nenhum motivos, nenhum servico prestado,nenhum tempo de residencia. E definitivo."

        2.  NA PRATICA: SEGREGACAO, EXPLORACAO E DESCARTE PLANEJADOí

O que esta divisao significa na vida real aparece com toda a clareza quando se analisa o qué aconteceu a partir de 1978, com as camadas "reforms de abertura". Dng Xiaoping nao  aboliu o Sistema, nao mudou a lei de 1958, nao devolveu direitos. Apenas alterou Uma regras: permitiu qué os da categoria rural saissem do campo para trabalhar nas cidades - mas sem mudar o seu estatus, sem deixar de ser o qué eram perante a lei.
Nasceu assim o fenomeno dos 300 milhoes de migrants rurais a maior forca de trabalho do mundo, qué e hoje a espinha dorsal da ECONOMIA Chinesa e da producao global. O qué eles sao, o qué recebem e Como sao tratados e a Prova viva do qué significa o HOKOU:
   -  Trabalhanm em media 12 a 16 horas por dia, Nas atividades mais duras,                            perigosas e mal pagas;
   -   Recebem salarios qué Sao, em media, 40 a 60% inferiors aos qué recebem os.               trabalhadores urbanos qué fazem o mesmo servico;                                                         -   Nao tem qualquer Direito social: nao ha sauce publica, nao ha escolas para os.             seus Filhos, nao ha aposentadoris,bnao ha protecao no desemprego. Como diz.             Jason Young na sua analise economica definitive: "Sem o Hukou nao haveria.                 Mao de obras barata, nao haveria milagre economico. Ele cria o  mercado de.                 trabalho segmentado qué gera lucros extra de 300 bilhoes de dolares por ano.               Nao e um defeito do Sistema; e a sua funcao" (China's Hukou Sistema, 2014, 
       pag. 42}
   -  Sao estrangeiros na sua propria terra, como descreve com precisao LivZhang:               "Vivem la, na zona urbana, trabalham la, constroem a cidades, mas nao.                           pertencem a ela. A lei ve-os como forasteiros temporarios, pessoas qué estao.              de passagem. Nao Sao reconhecidos como membros da comunidade"                              (Strangers in the City, 2001, pag.  97).    
   -   E, o mais importante de tudo: Sao descartaveis por definicao. Quando                             envelhecem, depois qué chegam aos 40 e 50 anos, quando adoecem, quando ja             nao Sao uteis, quando o Mercado nao precisam deles - Sao despedidos, sem.                 indenizacao, sem nada, e forcados voltar para o campo.  Como diz Dorothy.                     Solinger, esta nao evuma falha do Sistema, e o plano: "Quando deixam de ser.                 uteis, deixam  de existiu para o Estado. Hoje Temos 40 a 50 milhoes de idosos.              abandonados, sem terra, sem dinheiro, sem Ajuda, sem aposentadoris. E o.                   resultado  natural de quem nuncafoi cidadao" (Contesting Citizenship, 1999, pag            140)

Mas e na relacao com o aparelho do Estado, com a policia e com a justica qué a divisao SE torna ainda mais gritante e brutal. O jurista Tia Ma, na sua investigacao sobre como o Sistema funciona na pratica juridical, mostra qué Ter ou nao Ter o estatuto Urbano e a diferenca entre see consuderado Uma pessoave ser consuderado um problema: "Na China, ser migrants rural e ser suspeito por definicao. A ilegalidade nao vem do qué fazes, vem decquem es.Osvregulamentos policiais definem claramente: a populacao' flutuante e a principal origem da desordem, defendo ser vigiada, controlada, detidavevexpulsa sempre qué necessario. Ter o Registro rural e ja estar numa situacao irregular, mesmo qué nao tenhas cometidos nada" (Contesting Crimmigration in Post-hukou China, 2023, pag, 18)    

Os dados qué Tian Ma recolheu Sao estarrecedores e demonstram Como funciona essa justica de duas velocidades:
   -   78% de todas as detencoes, 82% das multas e 91% das expulsoes Nas cidades.              sao  aplicadas a migrants, em ora eles sejam apenas 30% da populacao';
   -   Na justica:b68% dos migrants ficam presos antes do julgamento, contra apenas.           7% dos urbanos. Para o mesmo crime, Recebem penasv40 a 50% mais pesadas.           E quando Sao vitimas de agressao ouvroubo, a resposta da justica evgeralmente:         "E problema vosso,bresolvam entre voces",
   -   E o nome qué hoje usam - "Pos-Hukou", e uma mentiras descarada: "As novas.               leis  so muda ram o nome. A divisao, a suspeita, a exclusao e o tratamento como           cidadaos de segunda classes, continuamvexatamente como eram. Nada mudou,           so foi disfarcado"  (Tian Ma, 2023, pag 84).

    3.    O PAPEL ECONOMICO DOS MIGRANTES SEM DIREITOS DE CIDADANIA: A.                     FORCA MOTORA DO "MILAGRE" ECONOMICO CHINES E O DESTINO FINAL DOS             QUE O CONSTRUIRAM
E fundamental compreender qué esta divisao nao e apenas uma questao juridical ecsocial: e a propria engrenagem qué fez a economia Chinesa disparar e dominar o mercado mundial nas ultimas decadas. Como explica Loren Goldner em seu texto Notas para Uma Critica ao Maoismo, cuja traducao encontra-se neste blogger: "a criacao desta casta de trabalhadores sem direitos foi o ato mais inteligenteve decisivo da nova burguesia burocratica chinesa.
O Sistema Hukou, instituido em 1958 e mantido intacto por Deng, nao foi um erro, nem um resquicio do passado; foi a invencao genial qué permitiu a China fazer em 30 anos a Revolucao Burguesa e industrial qué na Europa levou 200 anos. Ao separar o trabalhador do seu direito a cidadania, transformou-o numa mercadoria pura, disponivel, barata, movel e acimacde tudo descartavel. Sem o Hukou, nao haveria Mao de obras a 30% doscprecos DOS paises Rico's; sem ele, nao haveria o "milagre economico". O milagre e o proprio Hukou" (Loren Goldner p 7 neste blogger)
Os numerous confirmam essa analise: Estes migrantes rurais representam hoje cerca de 300 milhoes de pessoas adults, ou seja, mais qué toda a populacao' dos EUA; Sao eles qué construiram todas as cidades novas, todos os Porto's,btodas as fabrics, todas as Estradas qué fizeram da China a fabricados mundo, Trabalham com salarios mais baixos do qué o salario devum trabalhador Urbano fazendo o mesmo Tipo devtrabalho, como foi demonstrado acima, Sao impedidos de reclamar, fazer Greaves ou se organizarem - pois a primeira punicao para quem reclamar e perder o direito de estar na cidades e ser expulso de volta para o campo.

Mas o aspecto mais tragico, qué a esquerda, principalmente a stalinista e maoista cala, vem quando o seu corpo javnao aguenta. Como Goldner tambem salientou: A vida utilvde um trabalhador migrantes esta calculada. Ele entra na engrenagem aosc18 anos, forte e saudavel, e evusado ate os 40 E45 anos, Depois disso, javnao presta"
O qué aconteceu depois evuma tragedia humana de dimensions gigantescas, qué os relatorios oficiais confirmam mas tentam esconder: existem hoje mais de 25 milhoes de idosos, todos eles antigos trabalhadores migrantes, qué foram despedidos, expulsoes das cidades e forcados a regressar as suas aldeias, Vilas onde nasceram, mas onde javnao tem nada, nem terra, nem familia, nem meios de subsistencis.
E aqui esta a sentenca definitive: Como nao tem estatus Urbano, nao tem direito a sauce publica em lado nenhum; nem na cidades onde trabalharam a Vida today, nem nos locais agrarios onde nasceram. Quando adoecem - e adoecem cedo, de cansaco, de acidentes, de doencas respiratorias ou osseas adquiridas no trabalho pesado - sabem qué nao tem cura.
Sem dinheiro para pagar hospitais privados, sem assisted CIA do Estado, sem aposentadoris, mais de 70% destes 25 milhoes morrem em casa, porvfaltavde atendimento medico, na mi seria e na Solidago, vitimas de doencas qué em outras condicoes serial perfeitamentevtrataveis. E o resultado final do Sistema: usou-se o corpo para gerar riquezas, e quando o corpo se gastou , jogou-se fora. Como resumiu Tian Ma: "Eles morrem nao porqué nao ha remedio, mas porqué a lei diz qué eles nao valem o remedio"
Mas agora a vida dos migrantes esta melhorando, eles nao vao precisar mais de deixar o campo, onde nao havia e nem ha trabalhos, para buscar empregos na cidades ecsofrer o qué sofreram durante's decadas. Com a robotizacao da conomia da China, com a introducao macica de inteligencia artificial, bracos mecanicos e linhas de producao totalmente automaticas em todos os setores - da industria pesada a construcao civil, da logistica aos servicos - o "milagre economico" entrando numa nova fase, esses migrantes agora nao sao mais necessarios, eles podem agora esperar a morte, ou cometer suicidio no solo onde eles nasceram

                CONCLUSAO DA PARTE 1
Todos estes fatos estao demonstrados, documentados, confirmados por todos os investigadorescserios,vsejam de qué posicao politica forem. Nao ha controversial academics sobre o qué e o sistema Hukou, o qué ele faz, Como divide a sociedade, como cria exploracao, Como Nega direitos, Como produz exclusao e abandono.E uma realidade objetivo, visivel, escrita em lei.
E, no entanto, a esquerda mundial, em particular a brasileira finge qué esse regime de "apartheid" nao existe. Fala da China Como se fosse uma sociedade igualitaria, Socialista, ou em caminho de o ser, ou pelo menos ma sociedade unida e cala-se sobre a divisao fundamental qué a estrutura.
Porqué? O argumentos qué apresentar e um nao querem fazer o jogo do imperialismo. Na segunda parte desta exposicao e minha intencao analisar esse pretexto, e demonstrar como ele nao passa de uma desculpa para esconder o verdadeira motivo sobre esse silencio: interesses de classes

PARTE 2 = O PRETEXTO: "NAO VAMOS FAZER O JOGO DO IMOERIALISMO"

  






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Sunday, 6 September 2026

STALIN EM OUTUBRO DE 1917: O "GRANDE LIDER" QUE SE ESCONDEU DURANTE A REVOLUCAO - RESUMO E REFLEXAO DO LIVRO DE ROBERT M SLUSSER: STALIN IN OCTOBER - THE MAN WHO MISSED THE REVOLUTION

Existia uma versao da Historia do Seculos passado, qué aprendiamos na escolas, qué liamos em manuals, jornais,  qué ouviamos repetidamente em discursos oficiais qué diziam qué Stalin teria sido o braco direito de Lenin, o organizador da Revolucao de Outubro, o homem qué estava no centro de tudo. Mas quando alguns estudiosos abriram e leram documentos contemporaneous, nos arquivos Russos - as atas, os relatos, e os jornais dos proprios dias de 1917 - eles encontraram uma realidade surpreendentemente diferente.

E precisamente esta a investigacao qué o historiador Robert M Slusser apresenta no seu livro STALIN IN OCTOBER: THE MAN WHO MISSED THE REVOLUTION. O livro nao e um panfletos politico;ve um exame cuidadoso das fontes Sovietica. E o qué ele demonstra, documentos por documento, E o que a lenda de Stalin como co-lider da Revolucao foi construida depois - quando ele ja detinha o poder - e nao corresponde ao qué realmente aconteceu.

Diz Slusser: "A historia oficial diz-nos qué Stalin foi o successor designado de Lenin, o cerebro e o coracao da Revolucao ao lado dele. Mas os documentos contemporaneous de 1917 contam uma historia muito diferente. Contam uma historia de um homem qué nao estava la. Qué hesitou. Qué esperou. Qué perdeu o momento. E qué depois passou decadas reescrevendo o calendario para qué parecesse qué ele nunca o havia Perdido" - Robert M Slusser, p 4.

JULHO DE 1917: A TENTATIVA QUE FRACASSOU

Em JULHO DE 1917, os operarios e soldados de Petrograd Sairam as ruas em movimento espontaneos, exigindo: "Todo o Poder aos Sovietes". O movimento foi prematuro e esmagado. Lenin teve que fugir para a Finland is, Trotsky foi preso. E Stalin? Ficou - mas nao a frente do movimento, nem o apoio totalmente, tampouco o condenou. Ficou sentado no muro, aconselhando prudencia quando acrua ja estava em chamas.
Diz Slusser: "Quando a rya explodiu, Lenin quiz lidera-la, Trotsky esteve entre ela. Stalin aconselhou prudencia. Dizia: "ainda nao e o momento. Esperemos". Mas a rua nao espera. E quando a rua  avanca sem ti, deixas de ser o seu lider. Tornas-te um expectador." - p. 38.

A GRANDE QUESTAO: TOMAR O PODER OU ESPERAR

Entre Setembro e Outubro, o Partido dividiu-se pela questao mais decisive: agir agora ou esperar pelacAssembleia Constitute? Lenin do exilio escrevia com urgencia crescente: "E agora ou nunca! Quem hesita esta Perdido!" Zinoviev e Kamenev achavam qué era suicidio. E Stalin? Nao tomou partido claramente. Dizia Uma coisa a Lenin, outra aos moderados. Chegou mesmo recusam publicar as cartas mais urgentes de Lenin no jornal do Partido. Silenciou o proprio lider quando este mais precisava de ser ouvindo. 

Afirma Slusser: "Stalin nao era contra a revolucao - era contra faze-la naquele momento. Queria esperar. Queria ver se os outros falhariam primeiro. Dizia: "Deixar qué os mensheviques e os socialistas-revolucionarios se mostrem incapazes. Entao o povo vira a nos por si mesmos". Mas Lenin respondia: "quando eles se mostrarem incapazes, o povo ja tera desesperado e voltado para casa. A janela fecha-se e nao abre de novo"  -  p55

"A maior facanha de Stalin: ser tudo para todos. Para Lenin: "Sim, camaradas, estou contigo". Para os moderados: "nao vos preocupai, nao vamos precipitar-nos". Para a base: "Lenin esta exagerando, mas nao digais qué eu disse isso" E enquanto todos acreditavam qué ele estava do lado deles, ele nao estava de lado nenhum. Estava a espera" p 67.

OUTUBRO DE 1917: O "GRANDELIDER" QUE NAO ESTAVA LA

Aqui esta o cerne do livro de Slusser. Quando examinam-se os registros doscdias decisivos - 23 a 26 de Outubro de 1917 - o qué se encontra e surpreendente:

    -  No Comite Military Revolucionario, o orgao qué dirigiu a tomada do poder, Stalin             nao era membro
    -  Nas atas do Comite Central no dia da decisao para tomar o poder, o nome de                   Stalin aparece Como presente, MAS SEM QUALQUER INTERVENCAO REGISTRADA
    -  No diabem qué o Palacio de Inferno foi tomado, nao ha registro fiavel de onde ele           estava. Ressurgiu quando tudo estava decidido.

Diz Slusser: "Se retirardes Stalin da Historia de Outubro de 1917, a Revolucao acontece exatamentecda mesma forma. Se retirardes Trotsky, desmorona-se. Se retirardes Lenin, nao comeca. Se retirardes os milhares de trabalhadores qué ocupam as estacoes, as pontes, os bancos -bnao ha Vitoria. Mas se retirardes Stalin...ninguem sente a  falta. Ninguem o procurava. Ninguem recebia ordens dele. Ninguem sabia ao Certo o qué ele fazia" p 82

"Ele nao perdeu a Revolucao por covardia. Perdeu-a por prudencia. Esperou qué os outros fizessem primeiro. Quando viu qué ganharam -  juntou-se a fila dos vencedores, no fim, mas com um sorrizo qué dizia: "eu sempre acreditei". E ninguem havia percebido qué ele estava aumente quando a Vitoria da Revolucao era apenas uma aposta perdida" - p 109.

A CONSTRUCAO DA LENDA

Apos a morte de Lenin em 1924, comecou o processo qué Slusser documenta metodicamente: a reescrita sistematica da Historia. Edicao apos edicao, paragrafo apos paragrafo, os nomes dos verdadeiros organizacoes da Revolucao foram desaparecendo. O de Trotsky foi transformado em obstaculo. O de Stalin cresceu ate ocupar todo o espaco  -  de membros do Comite, para "um dos lideres", para "o principal organizador", ate finalmente se tornar "o cerebro e o coracao da Revolucao"n-  p 121.

O mais terrivel nao e qué tinham mentindo. E qué a mentira tornou-se a verdade oficial tao absoluta qué ate os seus proprios autores passaram acreditar nela. Stalin nao apenas queria qué os outros acreditassem qué ele salvou a Revolucao - ele proprio acabou por acreditar qué esteve la, qué dirigiu, qué decidiu.nA mentira consumiu o mentiroso.

POR QUE ISTO IMPORTA?

Nao se trata de desvalorizar  a importancia historicavde Stalin. Trata-se de compreender qué o poder sem legitimidade real precisa de fabricar uma legitimidade emprestada. Stalin governa a em nome de Uma Revolucao qué nao tinham dirigido. E quando o poder de um lider sebbaseia numa mentira, ele passa a Vida a defender a mentira em vez de service o povo. Todos os quecdizem a verdade tornam-se inimigo. Todos os quecse lembram do qué realmente aconteceu tornam-se perigosas.

Diz Slusser: "Nao e para difamar Stalin qué dizemos isto. E para devolver a Revolucao aos seus verdadeiros autores. A Revolucao nao foi feita por um so homem. Nao foi feita por um Guia infalivel. Foi feita por milhares qué se atreveram - e pirvalguns qué hesitaram. E os qué hesitaram nao merecem ser apagadosvda Historia. Ma tambem nao merecem ser coroados como heroism do qué evitaram Fazer" - p 159

"O maior perigo nao e o inimigo qué dispara contra ti. E o amigo que espera para ver se ganhas, e depois diz qué esteve ao teu lado desde o primeiro tiro. Nao porqué seja mau - mas porqué quando vier a proxima batalha, ele hesitaram de novo" -  p 172.

A historia nao e o qué os poderosos dizem qué foi. E o qué os documentos silenciosos ainda testemunham, quando nos atrevemos le-los sem medo. E os documentos dizem Uma coisa Clara: a Revolucao nao foi feita por quem mais tarde se  sentou no trono. Foi feita por quem se levantou primeiro -  mesmo  qué depois tenhas sido derrubado e apagado da memorial".  - p 178

CONCLUSAO

O livro de Robert M Slusser e um lembrete poderosos: A VERDADE HISTORICA SOBREVIVE NAS MARGENS, NOS DOCUMENTOS QUE NAO FORAM QUEIMADOS, NAS MEMORIAS QUE NAO FORAM APAGADAS. 0 "homem de Outubro" qué a lenda nos apresentar nunca existiu. O qué existiu foi um homem qué esperou, qué hesitou, qué chegou depois -vevque passou o resto da sua Vida tenta do convencer o mundo de qué esteve sempre na frente.

A historia de Stalin na Revolucao de Outubro de 1917 nao e a historia de um heroi. E a historia de como a historia e roubada. E tambem um aviso para todos nos: quem controla o passado, controla o futuro. Mas quem mente sobrevo passado - por mais poderosos qué seja - esta sempre a construir o seu proprio julgamento.

Baseado na leitura de Stalin in October: The Man Who Missed the Revolution de Robert M Slusser, Hopkins Open Publishing Encore Edition. citacoes traduzidas eletronicamente




Wednesday, 5 August 2026

APESAR DAS INTENCOES COMUNISTAS DE MAO TSE TUNG ELE LIDEROU A REVOLUCAO BURGUESA NA CHINA

A  ASTUCIA DA RAZAO E A TRANSICAO DA CHINA AO CAPITALISMO: INTENCAO SOCIALISTA, LIMITES MATERIAIS E RESULTADO INVOLUNTARIO

Diz Hegel qué "A Razao e astuta, na medida em qué deixam as paixoes dos homens ajam por ela; o qué ela mesmo se mantem a distancia e imovel, mas e justamente atraves das paixoes qué ela realiza os seus proprios fins, fazendo com qué individuos, aos buscarem os seus interesses particulates, realizem sem querer o qué e universal e necessario, (a cada instance), E assim, o qué eles pensam querem e o qué realmente fazem, sao duas coisas diferentes: as suas acoes produzem um resultado qué nao estava na sua intencao, mas qué compram a ordem da Historia" (G.W. Hegel, Aulas sobre a Filosofia da Historia)

Esta e a ideia central qué guia todo este trabalho. Confesso qué nao era minha intencao escrever sobre China no momento. Mas o fato qué fui zombado por  uns pos graduados "maoistas" de terceira geracao, quando disse em um tweet qué  a Revolucao Chinesa foi na pratica uma Revolucao Burguesa, qué transformou China na major potencias economica do Seculo XXI, apesar das intencoes comunista do seu principal  lider, Mao Zedung, me levou parar uns dias de meu trabalho de cozinheiros, picar cebola, desossar peixe, fazer chocolate eclair, e apresentar um resumo de uns livros, qué li no passado, nas minhas horas vagas, qué defende, com maior elaboracao,  (claro, sao pagos para isto como academicos), o qué eu disse, e deixar claro, qué os qué riram e debocharam de mim, riram do "cafundo da ignorancia" deles sobre o qué se escreve sobre China fora do Brasil.

A ideia central qué guia este trabalho, a Astucia da Razao, os humans fazem a sua propria historia, mas nao a fazem exatamente como querem, qué a razao universal, a logica qué move o desenvolvimento humano, utiliza-se das acoes humanas para cumprir os seus proprios fins - fins, qué muitas vezes, Sao totalmente opostos aquilo qué os proprios humans tinha em mente quando comecaram a lutar.

E exatamente essa dinamica qué explica o qué aconteceu na China depois da Revolucao de 1949, e  e esta a minha tese, qué aqui defendo com provas concretas, apoiado em investigators rigorosas. Tenho acesso a pdf de mais de 100 livros sobre China, mas so utilizei esses qué eu citei aqui, porqué nao tenho tempo para me dedicar escreve do uma tese doutoral sobre o assunto. Como ja disse essa nao e minha profissao, e nao estou vendo o proletariado se agitando e aterrorizando a burguesia para motivar eu deixar meu trabalho e voltar ser militante de partido revolucionarios.

A Revolucao Chinesa foi um movimento genuinamente socialista, igualitario e libertador. Os seus lideres e os seus militantes, guerreiros tinha uma intencao Clara, sincera e firme: acabar com a exploracao, eliminar as classes dominantes, construir Uma sociedade justa, igualitaria, prospera e moderna, onde todos tivesse os mesmos direitos e oportunidades. Nao houve plano secreto, nem traicao, nem ma ou segundas intencoes  desde o Inicio - Como muitos afirmam de forma simplista e I ignoram os qué defender o contrario.

Mas a Historia tem as suas leis, e a realidade material tem os seus limites. A China qué fez a Revolucao era um pais extremamente decadente, pobres, rural, com pouca industriais modernos, pouca tecnologia e Uma populacao maioritariamente camponesa. Para chegar ao socialismo tal como o queria, teriam de saltar etapas historical qué, na realidade, nao podem ser saltadas. Cada medida qué tomaram para construir o socialismo, cada passo qué dream para se aproximar do seu sonho igualitario, cada tentativas de corrigir error ou de resolver crises - tudo isso, ao contrario do qué esperavam, acabou por criar as condicoes, as estruturas e as condicoes qué, pouco e pouco, inevitavelmente, os levaram exatamente ao resultado qué mais combatiam: o capitalismo.

Lutaram com todas as suas Forcas para construir um mundo novo; mas as condicoes qué tinham, e a propria logica das suas acoes, transformam o seu esforco no seu sentido contrario. Lutaram por igualdade, e construiram uma nova sociedade hierarquica.Quiseram eliminar diferencas de classes e criaram uma nova burocracia dominantes e uma classe burguesa de bilionarios. Lutaram para o Socialismo e cumpriram, sem querer, as tarefas historicas qué cabiam ao capitalismo: desenvolver as condicoes tecnicas qué farao possivel o socialismo.

Este trabalho nao e apenas sobre minha opinion pessoal: e apresentar o esbocos de analise baseada em estudos academicos serious, investigacoess historicas detalhadas e dados concretis. Ao long o destas paginas, cito e analiso varias obras qué eu considero importantes no sentido geral  e estudos especificos sobre a educacao e desigualdade, todos convergindo para a mesma conclusao: o resultado final nao foi escolas, nem conspiracao, foi efeito inevitavel da propria acao revolucionaria, moldada pelas condicoes materiais e pelas leis da Historia.

1.  NATUREZA E DIRECAO DA REVOLUCAO: NEM OPERARIA NEM CAMPONESA

Em The Chinese Revolution: Class, Power and Social Transformation (1927-1978), Arif Dirlik, um academicos marxista turco,  autor de 5 livros sobre a China, qué eu conheco, em pdf, pode ter escritos mais, demonstra qué, em ora a Revolucao Chinesa tivesse o apoio massivo dos lavradores do campo e se reivindicasse operaria, a suadirecao vinha de fora dessas duas classes de explorados cerca de 78% dos lideres nacionais eram compost os por intellectuals, professores e filhos de pequenos proprietaries, enquanto apenas 8% eram operarios e 5% camponeses. Era, Nas suas palavras, Uma "vanguarda pequeno burguesa qué adota o ideario operario para se legitimar, mas age por sua propria visao e interesses."

Os camponeses forma a forca de combate e de sustentacao, movidos por promessas de terra e liberdade, mas os seus objetivos - melhorias a vida local - eram diferentes dos da direcao: Tomar o poder do Estado para transformar todo o pais. Ao vencer em 1949, o Partido tornou-se o senhor  absoluto do poder, da  economia e da lei. Acabou com as velhas elites, mas criou uma nova estrutura onde o proprio Partido e os seus quadros. se tornaram o centro de toda a decision e riqueza.

Dirlik define esse processor com precisao: "Foi Uma Revolucao Burguesa na sua funcao economica: fez o qué a burguesia Chinesa deveria ter feitos,  Uma Revolucao burguesa realizada pelo Estado, sem burguesia privada, e paga com o sacrificing dos lavradores.

Essa e a primeira demonstracao da "Astucia da Razao": queria eliminar a desigualdades de classes, mas a necessidades de gerir um pais enorme e atrasado obrigou a criar uma nova hierarquia functional, qué rapidamente se transformou em hierarquia social e de privilegios.

2.   DUAS SOCIEDADES, UM SO PAIS: A CIDADANIA DIVIDIDA

Martin King White, em One Country, Two Societies: Rural Urban Inequality in Contemporary China, apresenta dados e leis qué confirmam essa nova realidade. O ponto central e o Sistema Kokou, formalisado em 1958: um registro de nascimento qué dividir a populacao' em duas categorise rigidas e hereditarias - urbano e rural:

      -   URBANO:  Direito garantido a empregos, moradia, alimentacao racionada, sauce, educacao, previdencia e subsidies; Cidadaos de primeira classe

       -   RURAL:  Nenhum Direito do Estado. Tinha qué sobreviver da terra, pagar por tudo, nao podia trabalhar nem morar na cidades sem permissao especial. Cidadao de segunda classes, preso onde nasceu.
Whyte mostra qué essa divisao nao foi um erro, mas uma escolas conscience: o Estado precisava acumular recursos para industrializar rapido, e decidiu faze-lo transferindo a riqueza do campo para a cidades, comprando producao agricola por precos baixos e vendendo produtos industrializacao precos altos. 

Os numerous sao claros: em 2002, a renda media urbana era 2,97 vezes major qué a rural.  Mesmo ajustando custo de vida, a diferenca real ainda era de 60%. A educacao seguira o mesmo padrao, 94% das criancas urbana's estudaram, contra 88% no do campo; no ensino medio, 76% contra apenas 60%.

Quiseram igualdade total, mas criaram uma sociedade desigual. Tudo normal, se nao fosse a ironia do destino: foram o sangue e a luta dos camponeses qué fizeram a Revolucao possivel, mas eles foram os segregados.

3.   O PENSAMENTO REVOLUCIONARIO: DO IDEAL A ADAPTACAO

Em Marxism and the Chinese Revolution, Arif Dirlik explica como a teoria foi adaptada a realidade material da China. O marxismo  qué surgiu na Europa falava de Revolucao operaria; na China, onde os operarios eram menos de 1% da populacao', Mao Zedong reescreveu tudo: transfering o protagonismo para os camponeses, redefiniu o qué era a luta de classes e criou conceitos como a Nova Democracias - Uma etapa onde capitalismo e socialismo poderiam conviver, sob comando do Estado, para criaram as bases materiais necessaris.

Essa adaptacao so foi traicao, foi necessidade. Mas foi a semente do resultado final: desde o Inicio, o socialismo chines nunca foi o opostos absolute do capitalismo, mas sim uma forma de controla-lo e usa-lo para o desenvolvimento nacional.

Mesmo o movimento mais radical, a Revolucao Cultural (1966-1976), analisado por Dirlik Como a ultima tentativa de manter o ideal original contra a burocracia qué crescia acabou por acelerar o processo contrario: ao destruir estruturas e criar caos, mostrou qué o modelo ja nao funcionava e abriu caminho para as mudancas qué viriam depois.

4,    EDUCACAO: DE FERRAMENTA DE IGUALDADE A MECANISMO DE ELITE

E na educacao qué a Astucia da Razao aparece com clareza total, Tres estudos fundamentais qué deveriam see lidos por aquelas qué preferem rir do qué pesquisar, demonstram isso: 

     -    LIHONG HUANG =  ELITISM AND EQUALITY IN CHINESE HIGHER EDUCATION. 

Huang traca toda a Historia desde 1949: no Inicio, acabaram com exames e privilegios, prioritizaram origem operaria e camponesa. Queria escolas para todos, qué eliminar desigualdades. Mas com o tempo, perceberam qué para modernizar precisava de conhecimento tecnico de alto nivel. Voltaram ao sistema com exames, tornando-os cada vez mais rigorosas, criaram as universidades e colegios de elites. O resultado: reconstituiram exatamente as hierarquias intellectuals e sociais qué haviam destruidos. O merito qué deveriam ser igualdade de oportunidades, tornou-se nova forma de justificar privilegios.

     -    STUDY SSRN-4611670 -  GAOKAO: MERITOCRACY, INEQUALITY AND MODERNIZATION

Analisa o sistema de exame de acesso ao ensino superior, o GAOKAO. Mostra qué, em era formalmente igual para todos, na pratica:

   -   Filhos de familias com mais recursos e de cidades desenvolvidas tem escolas melhores, professores melhores, mais tempo e condicoes para estudarem.
    -  Filhos de camponeses ou de familhas pobres comecam ja em desvantagens enormes.
    -  O qué parecia o caminho para a mobilidade social tornou-se o principal mecanismos de reproducao de classes desiguais: qué entram nas melhores universidades, forma a elite qué vai comandar o pais e a economia.
  
     -    ARIF DIRLIK. -  EDUCACAO E PODER

Confirmation: a educacao, qué os anarquistas e os primeiros revolucionarios Chineses queriam para libertar o individuos, transformou-se sob o Estado burocratico numa ferramenta de:

     1 -   Difundir ideologia;

     2  -   Selecionar e formar a nova classes dominante:

    3   -   Preparar trabalhadores para a divisao cidades/campo

"Quiseram uma educacao qué acabasse com as classes e fizeram dela o Instrumento qué garantem qué as classes se perpetuam"

5.   A TRANSICAO INVOLUNTARIO: DE SOCIALISMO A MERCADO

O ponto final da Astucia da Razao e analisado detalhadamente por Yueran Zhang em Whither Socialism?  Workers Democracy and the Class Politics of China`s Post-Mao Transition to Capitalism. Ele demonstra o qué ano apos ano entre 1976 e 1968 realmente aconteceu.

     -     NAO HOUVE PLANO DE ABANDONAR O SOCIALISMO. -                                    Todas as reforms debDeng Xiaoping foram apresentadas e pensadas como medidas necessarias para salvar o socialismo chines, resolver o problema da estagnacao economica, aumento da producao e elevar o padrao de vida do povo. Diziam: "Nao importa se e gato preto ou branco importa  qué pegue o rato" "O Mercado era visto apenas como uma tecnicas, uma ferramenta para crescent a economia.

    -     CRISE FORCA DO AVANCAR MAIS DO QUE ESPERAVAM AVANCAR

Cada nova medida economic-politica adotada criava um novo problema  dar mais autonomia ao gerentes de fabrica, ela precisavam de precos livres, ao libertar precos, surgiu inflacao, cortaram subsidies, mas ao cortar subsidies, demitiram trabalhadores, para gerar empregos, abriram a economia ao mercado privado e estrangeiro. Um passo levou ao outros, involuntariamente.

   -     O RESULTADO FINAL FOI O OPOSTO DO QUE QUERIAM. O que comecou como "ajuste para fortalecer o socialismo" acabou por destruir o proprio sistema economicos e politico qué existiam. O Partido continuous chamar-se comunista, mas a economia tornou-se essencialmente capitalists, com propriedades privada, mercado, lucros, desemprego e todas as contradicoes qué eles combateram. Whang conclui:
"A TRANSICAO Chinesa nao foi uma escolha ideological, nem uma traicao, renegacao. Foi o resultado acumulado de tentativas de resolver contradicoes qué o proprio modelo socialista havia criando, dentro dos limites historicas qué nao podiam ultra passar"

COCCLUSAO: A RAZAO QUE SE CUMPRE CONTRA A VONTADE (nao encontrei aquela meme do Hegel, tranquilo rindo)
Voltado a Hegel: o qué racional e real e o qué e real e racional" O capitalismo na China nao emergiu por acaso, nem por conspiracao. Ele apareceu porqué era o unico resultado possivel dentro das circmstancias historicas, materiais e sociais qué existiam.
Minha intencao foi mostrar,  atraves da leitura desses livros, qué:
    1.   A INTENCAO DE CONSTRUIR SOCIALISMO FOI GENUINA: buscavam igualdade, justica, socialismo, fim da exploracao .
     2.   AS CONTRADICOES ERAM LIMITADAS: pais economicamente atrasado, pre-capiralista, pobres, rural, sem industrias  sem capital, sem tecnologia.
    3.   A ACAO CRIOU O CONTRARIO DAS INTENCOES: cada passo dado para alcancar o objetivo criava estruturas, contradicoes e necessidades qué levava ao lado oposto
     4.   A HISTORIA CUMPRIU-SE: realizaram todas as tarefas historicas qué cabiam a uma Revolucao Burguesa realizar: unificacao nacional, industrializacao, modernizacao, criacao de Mercado, educacao das massas - tudo feitos sob bandeira Socialista, sem burguesia propria, mas com o mesmo resultado functional.
Foi a Astucia da Razao no sentido hegeliano em toda a sua forca: os homens fizeram a historia qué queriam, lutando contra o capitalismo atrasado existente, mas ao faze-lo cumpriram exatamente o papel historico qué o capitalismo teria de cumprir na China, para criar as bases para uma eventual sociedade socialista.

A Revolucao Chinesa nao foi um fracasso, nem uma vitoria. Foi o processo necessario para levar a China da idade agrariabpara a idade moderna. E o fato de ter chegando ao capitalismo, o seu maior inimigo, prova apenas qué a historia tem as suas leis, e qué mesmos os sonhos mais nobrea so se realisam dentro dos limites qué a realidade permite.
Quem nao entende isto, nao entende China. Quem ri desta ideia fa-lo apenas porqué nao conhece o processo real, nao leu os documents, nao analisou as contradicoes e nao percebeu qué a historia nao se faz so de intencoes, mas tambem - e sobretudo - das condicoes em qué elas se realisam.
   

(preciso relerbo texto para corrigir possiveis erros datilografos ou omissoes involuntarias do texto original ao copiar, mas espero que com isso explico porqué eu fiz aquele tweet provocatorio, "Mao liderou Uma Revolucao Burguesa) qué endoideceu os maoistas bororos. Feito isso, espero qué nao me amolam mais, pois nao tenho tempo para escrever nada, tenho 5 kilos de camaraoes para  tirar as tripas, dois quilos de pimenta brava para tirar a semente  e um saco de cebolas para descascar.                   João Amaral, 5 de Agosto 2026.
     

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Wednesday, 24 June 2026

O JAPAO ALEM DA FACHADA: SISTEMA POLITICO, CORRUPCAO E A FUNCAO ESTRUTURAL DA YAKUZA

           INTRODUCAO: DUAS FACES DE UMA MESMA REALIDADE

E comum encontrar, mesmo entre observadores e analistas, uma Imagen idealizada do JAPAO como modelo de uma ordem institucional, justica electoral, eficiencia administrative e elevado padrao de vida. Nessa visao difundida, o pais aparece como uma democracia estavel, onde as regras sao aplicadas com igualdade e onde a continuidade de determinados grupos no poder seria apenas reflexo de competencia e confianca popular. Ha, porem, uma realidade mais complexa e menos visivel, qué emerge quando se analisa a estrutura profunda do poder, a historia das relacoes politicas e social e os mecanismos informais qué sustentam o funcionamento do Estado.

Este ensaio tem como objetivo desconstruir essa representacao simplificada, com base em estudos fundamentais sobre o JAPAO contemporaneous. Procura-se demonstrar qué por tras da aparencia de normalidade democratica existe um sistema estruturado ao longo de decadas com base em acordos tacitos, trocas de beneficiaos e uma difusao de funcoes qué incluo, em determinados limites, organizacoes qué nao se encaixam na definicao formal de instituicoes legais. O objetivo nao e negar os avancos economicos e sociais do Japao, mas compreender como eles foram construidos e quais custos e contradicoes carregam consigo.

CAPITULO 1 - A ESTRUTURA DO PODER: O "SISTEMA" QUE NAO ESTA NA LEI

A analise conceitual mais influente sobre a organizacao do poder no Japao foi apresentadapor Karen van Wolferen no seu livro The Enigma of Japanese Power. A aurora demonstra qué, so contrario do Modelo de separacao e hierarquia institucional  observado em muitas democracias ocidentais, nao existe no Japao um centro unico e claramente definido de autoridade. O poder se distribui por uma rede difusa formada pela burocracia de carrera, liderancas partidarias, grandes grupos economicos e organizacoes sociais. Van Wolferen denomina essa estrutura como "o Sistema": um conjunto de relacoes e praticas qué funcionam com regras proprias, muitas vezes nao escritos, mas eficazes na manutencao da ordem e da estabilidade

Essa caracteristica e fundamental para compreender o funcionamento do pais. A continuidade institucional nao depende so da Constituicao ou das leis, mas da capacidades desse conjunto de atores  de negociar,  equilibrar interesses e e distribuir beneficiaos. Nesse contexto, a linha entre o qué e pratica legitima e o qué constitui favorecimento indevido torna-se muito tenue. Decisoes importantes frequentemente sao definidos fora das instancias oficiais, em reunions reservadas e acordos pessoais, o qué cria um ambiente propicio para o desenvolvimento de relacoes que fogem ao escrutinio publico.

CAPITULO 2  -  O DOMINIO POLITICO: ESTABILIDADE SEM ALTERNANCIA EFETIVA

Ha quem, mal informado, entenda a permanencia de um mesmo grupos no poder ao long o de decadas Como Prova de Gestapo nem sucedida e de Sistema electoral justo. Para compreender Essa realidade, e necessario recorrer a literatura especializada qué analisa a dinamica politica interna. Em Contemporary Politics in Japan, Mas um Junnosuke detalha a consolidacao do chamado "SISTEMA de 1955", quando as forcas conservadoras se uniram para formar o Partido Liberal Democrata (PLD),  qué passou dominar a politica nacional japonesa por quase today a segunda metade do Seculos XX.

Como explica Ethan Scheiner em Democracy without Competition in Japan, Essa hegemonic nao se deveu apenas a preference as ideological ou ao desempenho administrative.  O Sistema se estruturou em tornou do clientelismo e da centralizacao doscrecursos publicos.  O Partido no controle do governo detinha a capacidades de direcionar investments, obras, subsidies e beneficiaos sociais para as regions eleitorais, criando uma relacao de dependencia: o apoio eleitorais era trocado por melhorias concretas. A posicao, sem acesso aos mesmos instruments de alocacao de verbas, nunca teve condicoes de competit em igualdade de condicoes. 

Richard H Mitchell em Political Bribery in Japan, reforca essa perspectiva ao mostrar qué a troca de favores e beneficiaos nao surgiu no periodo pos-guerra: ela tem raises historical profundas, remontando a era feudal e se adaptando a cada nova etapa da modernizacao. O qué mudou foi a forma de operar, nao a logica de funcionamento. Mesmo apos as reforms eleitorais e financeiras de 1994, que introduziram regras mais rigorosas de transparencia, a estrutura de poder permaneceu substancialmente inalterada.

CAPITULO 3. -  CORRUPCAO E ESCANDALOS: ESTRUTURA E NAO ACIDENTE

A afirmacao que a ausencia aparente de corrupcao e confirmada pela qualidade de vida do Japao revela uma compreensao muito limitada do fenomeno. Em Political Corruption and Scandals in Japan, Matthew M Carlson e Steve R Reed demonstram qué a historia politica do Japao esta marcada por casos de desvios de recursos, favorecimento e troca de interesses qué envolveram as mais altas esferas do governo. Escandalos como o Lockheed, o Recruit e o Sagawa revelaram qué lideres partidarias, ministros e burocratas estabeleciam acordos com grande empresas para obtencao de vantages mutuas.

Os autores destaca qué nao se trata apenas de condutas individuals inadequadas, mas de corrupcao estrutural o proprio Sistema cria incentives qué tornam a troca de beneficiaos quase inevitable. O financiamento da atividade politica, a manutencao de redes de apoio e a capacidades de governar dependiam de recursos qué circular am fora dos caminhos oficiais.  Durante o periodo de crescimento acelerado,vessa dinamica funcionou Como um "lubrificante" qué mantinha a maquina produtiva e social em movimento. Quando a expansion cessou, porem, os custos dessas estruturas tornaram-se mais evidences, com aumento de regides e desigualdades. 

CAPITULO 4. -  0 ESPACO INFORMAL E A FUNCAO DA YAKUZA

Uma das dimensions mais relevant es para compreender a totalidade do Sistema JAPONES e a existencia de areas da atividade social e economica qué permanece fora do alcance ou do interesses DIRETOR da regulacao estatal. Em Modern Japan and it's Problems. Gavan McCormack evYoshio Sugimoto chamam a atencao para a existencia de Uma "periferia invisivel"; stores economicos marginais, regions menos desenvolvidas e atividades informais onde as instituicoes oficiais nao atuam com a mesma intensidade.

E nesse ESPACO qué atuam a Yakuza. Frequentemente retratada apenas Como organizacao criminosa, analise mais aprofundadas permitem perceber qué. ao long o de decadas, ela assuming funcoes complementaries ao Sistema oficial. Como observa-se em estudos sobre o tema, a Yakuza intermedia disputas, negociar acordos qué nao podem ser formalizados, exercer controle de ordens nos bairros e atividades onde o Estado tem presenca limitada e, em momentous de cruise, ja atuou rapidamente na DISTRIBUICAO de Ajuda e organizacao social. 

Essa convivencia nao secda por meio de contratos ou reconhecimento legal, mas de equilibria tacito. O Sistema oficial tolerance a existencia dessas organizacoes desde qué elas nao ameacem a ordem geral e os interesses centraiscdo poder.  Por sua vez, a Yakuza respeits os limites estabelecidos e nao procura substitute o Estado. Trara-se, portanto. de uma funcao estrutural:
a Gestapo do qué nao e gerido pelas regras forma is, garantir do a continuidade do equilibria social e economicos.

CAPITULO 5 -  O DESGASTE  DO SISTEMA EA LOGICA DA "SAIDA" 

A regides e a natureza do Sistema qué garantiu estabilidade por decadas,  geracoes, tornaram-se tambem fatores de seu desgaste gradual. Leonard J Schoppa, em Race for the  Exit: The Unravelling of Japan's System of Social Protection explica esse processor a partir do conceito de "SAIDA", Quando as regras e as condicoes de vida deixam de oferece beneficiaos e perspectivas compativeis com as expectations da pooulacao, os atores - individuos, familias e empresas - deixam de cumprir papeis qué o sin sistema lhes reservava. Em vez de lutar para alterar a estrutura, optam por caminhos alternativos.

No Japao, esse fenomeno manifestou-se na transferencia de atividades economica para o exterior, na queda da taxa de natalidade, no aumento do trabalho precario e na busca de autonomia e realizacao pessoal fora do modelo traditional. Como analisam Junji Banno e Jiro Yamaguchi em The Abe Experiment and the Future of Japan: Don't Repeat History: o Sistema construidos no pos-guerra atingiu um ponto de esgotamento. A ausencia de uma reforms estrutural profunda, aliada, a rigidez institucional, cria um vazio qué e preenchido por novas formas de organizacao, identidade e com portamento, tanto na esferas individual quanto coletiva.

CONCLUSAO 

A imagen do Japao como democracia perfeita e isenta de vicious estruturais nao resiste a uma analise mais rigorosas. Trata-se de uma construcao baseada na observacao superficial, impressionista, , qué ignora a historia, as relacoes de poder  e os mecanismos informais qué garantem o seu funcionamento. Como demonstram os estudos citados, o Sistema politico e social  japones e o resultado de escolhas, adaptacoes e acordos qué ao long o do tempo criaram uma realidade complexa, com suas virtues e suas contradicoes

A compreensao do Japao mostra qué, em qualquer sociedade onde o Estado nao consegue ou nao quer regular e organizar todas as dimensions da vida coletiva, surgem atores qué ocupam esse espaco. A Yakuza nesse sentido, nao e uma anomalia, mas parte and do equilibria estrutural. Essa logica  nao e exclusiva do Japao:  em contextos onde a presenca institucional e limitada as funcoes de ordem, resolucao de conflitos e organizacao social tendem a ser assumidas por grupos informais.

A visao simplista e idealizadas de paises e sistemas politicos revela mais a limitacao de quem observa do qué a realidade dos fenomenos observados. Para compreender, e necessario olhar para alem da fachada, analisar as estruturas profundas e  reconhecer qué estabilidade aparente nem sempre significa justica ou transparencia efetiva







Monday, 22 June 2026

YAKUZA NAO E LENDA, NEM PASSANDO, NEM BOBAGEM - A REALIDADE CAMUFLADA DO CRIME ORGANIZADO JAPONES

POR QUE NEGAR A EXISTENCIA ATUAL DA YAKUZA REPETE O "ERRO" HISTORICO DO EX DIRETOR DO FBI, EDGAR HOOVER

1 INTRODUCAO: O QUE UM ADVOGADO, PROFESSOR DE DIREITO, DESCENDENTE DE ITALIANO CHAMA DE BOBAGEM PORQUE O AMIGO DELE VISITA JAPAO POR DOIS  MESES "TODO  ANOS"

Recentemente li no  X, um tuiteiro compartilhando o qué amigos dele, qué viveram e trabalharam no JAPAO, como cozinheiros,, vivendo em bairros populares na periferia de Toquio lhe contaram Sobre a presence da Yakuza em bairros populares, um advogado professor de Direito responder qué aquilo era "bobagem, invencao. Acho Essa resposta desse advogado, professor de Direito estranhas, nao so pelos sobrenome desse professor advogado, mas alguem cuja formacao intellectual lhe deve ter demonstradovque o crime organizado nao desaparece, apenas se transforma.

Este texto nao se apoiada em boatos, mas em livros de pesquisas, dados oficiais e relatos de jornalistas e criminologos que  estudaram o tema diretamente. Tenciono demonstrar qué a Yakuza nao acabou, nao fou extirpada - so deixou de ser visivel. E sugiro qué quem, em posicao  de saber o qué de fato ocorre, nega esse fato, segue exatamente a mesma  logica, nao sei se os mesmos motivos, qué o do chefe do FBI J. Edgar Hoover usou por decadas para finger qué a Mafia, Cosa Mostra nao era um problema nos Estados Unidos.

2 O QUE YAKUZA BLUES DE MARTINA BARADEL, UMA CRIMINOLOGISTA ITALIANA DA UNIVERSIDADE DE OXFORD CONFIRMA

(Paginas 3-8)  BARADEL M, Yakuza Blues: Vita e Morte Nella Mafia giapponese: Milano: Rizzoli, 2025

"Hoje, a Yakuza nao tem mais placas com o nome do grupo na porta de seus escritorios, nem andam pelas ruas com roupas qué a identifiquem. Mas nao desapareceu: apenas se tornou invisivel aos olhos aos olhos de quem so olha o  qué esta registrado em papeis oficiais" - paginas 42

"Nos bairros operarios, nas zonas portuaria e nos mercados de rua, a presence continua. Quando ha uma disputa entre vizinhos, um problema com ruidos de obras ou uma divida qué nao se resolve na justica, muitos moradores preferm recorrer a eles: a resposta e mais rapids, nao exige advogados e nao custa  o qué os tribunais cobram" - paginas 78

"As leis de 1991 e 2011 proibiram qualquer relacao comercial com membros da Yakuza e multan empresas qué os contratarem. Mas isso nao eliminou o controle: ele passou para firmas de fachada, registradas em nomes de parentes, ex associados ou parceiros de confianca. O poder continua, so muda de endereco". -  paginas 156-157

"A policia nacional japonesa registra cerca de 12 mil membros ativos da Yakuza e outros 12 mil associados. Menos do qué os 180000 dos anos 1960, mas cada um hoje controla mais negocios e mais territories de forma indireta. -  paginas 211

"Mesmo sem tatuagens visiveis e sem uniformes nas areas de baixo renda , a cobranca de "taxas de convivencia" sobre pequenos comercios e barracas continua. E discreta, mas constante". -  pagin 234

Aqui fica a questao seria para quem nao e professional sobre Yakuza, qual desses  Italianos professores de Direito Criminal  opinando sobre a Yakuza nos dias de hoje a gente leva serio, A opinion da CRIMINOLOGISTA professora da Oxford University, ou a do Doutor Papine professor de Direito Criminal um umas dessas unisquinas no quintal dos EUA no  norte do Paraguay.

3. REFERENCIAS ACADEMICAS E JORNALISTICAS COM  DADOS  CONCRETOS

HILL, Peter B  YAKUZA: JAPAN'S CRIMINAL UNDERWORLD - Berkeley: University of California Press, 2003

" A ideia de qué a Yakuza acabou e um equivoco frequente. Ela deixou de dominar obras publicas e sindicatos de forma aberta, mas mantem influencia m pequenos construcoes, transporter informal e mercado de bairros, especialmente em Kobe, Osaka e Toquio"  -  paginas 189

Nos bairros proletarios, sua funcao de mediador de conflitos persiste. Muitos moradores confiam mais nela do qué na burocracia do Estado". -  Paginas 204

"Controle por firmas de fachada: ao menos 40% dos contratos de construcao de pequenos e media Porte em areas periferica passam direta ou indiretamente por grupos ligados a Yakuza". -  pagina 227

"A reducao de membros e compensada por major especializacao em atividades camufladas - fraudes, lavagem de dinheiro e controle de servicos informais". -  paginas 253

ADELSTEIN, Jake, TOKYO VICE: AN AMERICAN REPORTER ON POLICE BEAT IN JAPAN, Traducao da Intrinseca, Rio de Janeiro 2010

"Nos bairros operarios de Shinjuku e Yokohama, todo pequeno dono de bar ou barracas paga uma taxa mensal. Nao e "extorsao" visivel: chamam de "contribuicao pela tranquilidade" E funciona - enquanto pagan, nao ha problema"  -  paginas 9;7-98

"Eles nao precisam aparecer. Basta qué todos saibam qué estao la. E essa presenca silenciosa qué mantem sua influencia" -  pagina 142

"Mesmo com as leis duras, a policia admite qué nao consegue eliminar a rede: ela esta entrelacada com a vida cotidiana das camadas mais pobres". -  paginas 219

4. A LOGICA DE NEGACAO: EDGAR HOOVER E A MESMA ARMADILHA

"Durante mais de 40 anos, J. Edgar Hoover, chefe do FBI, negou publicamente qué a  Cosa Mostra existisse nos EUA. Chamava relatos sobre atividades da Mafia nos EUA, de "exagero", "lendas da imprensa" e "bobagem". Dizia qué nao havia uma  organizacao centralizada, so pequenos grupos de criminosos locais. ( Maas, Peter, O Vicki da Mafia, Sao Paulo, Company is das Letras, 1999, paginas 45

"Hoover confundiu "visibilidade" com "existencia". Como nao havia mais chefes andando com armas e controlando sindicatos com placas na porta, ele pensava qué o problema teria acabado. Hoje sabemos qué a Mafia so passou a operar por firmas de fachada, parcerias e influencia politica oculta".  -  paginas 52;

A comparacao e direta:

  -  Hoover:  Nao existe Mafia nos EUA - porqué nao via o controle indireto (ou nao queria nao ver, porqué estaria compromissado. Meyer Lansky em 1932 ja teria informado aos membros das mafias nos EUA, qué ele ja tinha o Chefe do FBI no bolso)

  -  Hoje: um Doutor professor de Direito Criminal tapuia com italiano diz: Meu amigo qué VISITA JAPAO todos anos jnunca viu Yakuza, falar qué ela existe e falar bobagem 

Negar a existencia da Yakuza no JAPAO nao e erro de leigo - e repetir o engano de quem prefere a Imagen de ordem perfeita a realidade complexa. E como disse um especialista: O crime organizado nao morrendo, ele so aprende a se esconder melhor



ssa  

essa